PS: EFF
PS 1: CNPDI
PS 2: Apenas seis meses
PS 3: IMEI
PS 4: copy and paste
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Postado por Amadeu A. no Ovos Quadrados em 1/26/2007 04:03:00 PM
"A esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem. A indignação ensina-nos a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las."
Segundo se consta, parace que nos Bombeiros de Viseu ja está concluido o
processo disciplinar mandado instaurar por um Adjunto a um outro Bombeiro,
por actos de indisciplina, mas acho que o indisciplinado ja todos sabemos
quem é.
O estranho é o bombeiro ser punido e ao que parece haver também um apena a
aplicar ao Adjunto e ainda nao apareceu nada. Será que foi aplicada? Até
parecia mal e para os da Irmandade era uma vergonha.
Acho que não. O comandante é fraco nesse aspecto e deixa-se manipular por
aqueles que o têm preso la dentro, sabe-se la porquê. Tem medo. Ainda
gostava de saber porquê. Um Comandante que podia ter o Corpo Activo na mão e
não tem por ser subserviente a alguém. Mas esses podres um dia vão ser
descobertos.
É assim que andamos meus amigos.
Os que trabalham são os que mais se tramam para não dizer outra coisa.
Nota: Enviado por anónimo :)
Permitam-me, ou não, que um maçarico vos fale, sim, porque maçarico mas com
cara para dar e boca para falar.
Continuando vou ser breve e relembrar aqui também algumas coisas que eu fui
aprendendo no quartel onde cresci, já para não falar nos exemplos com quem
cresci, e já que os senhores são frequentadores do quartel devem saber de
quem falo; esses HOMENS que estando ainda entre nós ou não, merecem
respeito por eles, e por tudo que vos tentaram transmitir a voçês todos que
se dizem bombeiros em letras grandes.
A DISCIPLINA É A BASE DA ORDEM, A ORDEM É A BASE DO PROGRESSO. A obediência
é uma Virtude que conduz à disciplina , à Ordem e ao progresso da corporação
e dos seus Homens.
UMA CORPORAÇÃO É UMA IRMANDADE. o bom Bombeiro é dedicado e cumpridor, mas
SEMPRE desinteressado no serviço.
OBEDECER PARA SABER MANDAR, É COMO COMEÇA O BOM BOMBEIRO. nunca se discutem
as ordens superiores, cumprem-se com prontidão e respeito.
SÊ COMPREENSIVO E INDULGENTE PARA QUE O SEJAM CONTIGO. Dentro e fora do
quartel, no serviço ou fora dele, MOSTRA A TUA NOBRE QUALIDADE DE BOMBEIRO.
Foram estes valores e mais alguns que me fizeram abraçar a Honra e a
Responsabilidade perante mim e os outros de querer ser BOMBEIRO.
Finalizando, um Homem é aquilo que pensa, faz, e assume ou não. Toda a sua
vida será vivida em virtude do seu passado, do que aprendeu com ele ou não.
E como dizia o outro: E mais não digo...
Um Abraço. Pedro Miguel de Jesus Marques Portela Ribeiro
Antes de mais, saudações Bombeirísticas
Escrevo este desabafo e com este título, com o intuito de mostrar na minha opinião, o porquê de tantos problemas nos NOSSOS QUARTEIS por esse país fora.
Espero que no fim entendam as maiúsculas escritas atrás e as aspas adiante.
Há 30 e tal anos, ao colo do meu Saudoso PAI fui a um sítio fascinante, com muita gente simpática, estavam sempre a rir uns com os outros e a “brincar”. Gente daquela que nos agarra nas bochechas e nos fazem sentir não sei como, estúpidos talvez. Mas era um lugar agradável, com um cheiro…huumm, não sei mas era bom.
Havia pópós, muitos pópós e tinham luzes, o que é fascinante para um puto. Eram vermelhos, grandes. E o meu cerebrozito lá pensava a meio gás, “que espectáculo, são tão grandes e tão lindos.”
De vez em quando tocava uma corneta e via aquela gente a correr feito tolinhos para esses pópós, talvez andassem a “brincar”. Mas o esquisito era ver o meu PAI a “brincar” também. Era fixe vê-los a correr, talvez fosse à apanhada. Aquilo era mesmo giro. Como eu queria “brincar” com eles também. Mas ficavam todos sujos e se eu aparecesse assim em casa a minha mãe não ia gostar nada. E os pópós? Chegavam todos riscados e sujos. Mas pensava eu que a “brincadeira” tinha acabado. Não, estavam a limpar tudo e os meus popós estavam outra vez lindos. Como era bom ver aquela gente simpática e alegre a “brincar”, eram todos meus amigos. Comecei a ir lá muitas vezes para ver o meu PAI e os meus amigos a “brincar”. Era tão giro, era tudo tão grande para eu poder correr. Ups, lá vão eles “brincar” outra vez. PAI, Deixas-me vir “brincar” também quando eu for grande? Fixe, ELE disse que sim. Olha o Catotinha!!! Caramba, nas bochechas não.
As festas eram tão lindas, davam prendas no Natal, daquelas que os putos da minha idade gostam.
E assim passei alguns anos da minha vida. A ver os meus amigos a “brincar” e claro a apertarem as bochechas.
Agora também corro para os carros feito tolinho, mas não vejo gente simpática.
Esta é uma pequena história verdadeira, a minha história. Como tantas outras espalhadas por aí.
Hoje, passado algum tempo e já crescidinho, olho á minha volta. O meu cérebro, não a meio gás, mas com uma consciência já bem formada pensa, onde estão todos? Os meus pópós estão aqui, mas onde estão todos? Olha, vem ali um amigo meu. Caramba estava a ver que não aparecia ninguém para eu “brincar”.
Afinal não veio para aqui, foi para o café.
Sim “brincar”, sou crescidinho mas posso “brincar” com o meu PAI fazia e os meus amigos à uns anos. È para isso que cá estou.
Ai, tocou a corneta, fixe vou “brincar”. Mas!!!!!!!!!!!!!!! Ei pessoal. Bora lá. Olha não está cá ninguém!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Hoje a historia resume-se a um simples “não está cá ninguém”.
Hoje é a minha KiKinha que vai ao meu colo. Mas tenho medo. Tenho medo do que ela possa ver e ouvir. Tenho medo que ela veja os pseudo “amigos” do pai, tal como eu vi outrora mas esses eram verdadeiros e puros. Esses eram Bombeiros a sério. Ainda os há, são os que vão mantendo a máquina a funcionar.
Quantos de vós não “brincaram” em tempos, levados ao colo do PAI ou não.
Era bom “brincar” não era? E agora?
Recordo esses momentos com alguma emoção e com os olhos húmidos, pelas recordações, pelas “brincadeiras”, pelos amigos e claro, pelo PAI.
Como eu queria viver tudo isso outra vez, “brincar” com os meus amigos. Mas não me deixam. E onde estão eles? Já não são tantos como antigamente.
Agora a BRINCADEIRA é outra. É feita com gente falsa, mesquinha e tacanha.
Hoje impera a cobardia.
Coloco-me muitas questões.
Se os de que estão hoje são os de outrora, porque já não se “brinca”?
Porquê tantos problemas?
O que move esta gente a andar nos Bombeiros?
Porquê tanto ciúme? Sim ciúme de amizades.
Porque não têm humildade?
Porquê tanta falsidade?
Já não sabem brincar e muitos já não são amigos.
Já não temos quartéis, mas sim autênticos jardins zoológicos onde não há respeito por ninguém. Aqueles que tanta responsabilidade têm não passam duns irresponsáveis.
Não sabem nada, pararam no tempo. Mas mesmo assim ensinam. O quê???!!!! Nem vos digo que parece mal.
Olha, está cá o circo. Mais?
Para terminar.
Deixo aqui um desejo.
Espero em breve voltar a poder “brincar” livremente com os meus amigos como antigamente, mas com amigos verdadeiros. Para que os nossos Quartéis voltem a ser casas de respeito, de virtudes e de princípios. E não de exploradores e papões. Que nessas casas voltem haver BOMBEIROS e não inergumenos falsos e hipócritas.
É uma coisa que nunca se esquece “BRINCAR”, mas vamos voltar a faze-lo. Tenho a certeza.
Sabem porquê?
OS PÓPÓS ESTÃO LÁ.
Um abraço de Viseu para todos deste vosso AMIGO que deseja boas “brincadeiras”
Carlos Ribeiro
Com lágrimas e muita emoção, 47 bombeiros da corporação de Tondela, no distrito de Viseu, apresentaram hoje à noite a sua demissão.
Esta foi a forma que encontraram para se solidarizar com o comandante, Eduardo Rolo, que cessa funções à meia-noite de segunda-feira.
No princípio de Outubro, a direcção informou Eduardo Rolo de que não seria reconduzido no cargo de comandante, cessando funções a 31 de Outubro.
«Falta de diálogo e indisciplina» foram algumas das razões apontadas pelo presidente da direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Tondela, Graciano Simões, para a não recondução do comandante.
As relações entre o comando e a direcção, empossada a 7 de Janeiro passado, vinham-se deteriorando.
No princípio de Junho, o comandante Eduardo Rolo tinha ameaçado formalizar o pedido de demissão dos cinco elementos do comando, alegando «falta de diálogo» com a direcção e também de material.
A situação agravou-se quando o presidente da direcção «se deslocou ao habitual fornecedor de combustíveis para questionar se algum bombeiro se servia dos cartões das viaturas da corporação para abastecimento próprio», alegou o comandante da corporação.
Graciano Simões veio responder publicamente ao comandante no final de Julho, acusando-o de passar informações falseadas e deturpadas, rejeitando que tenha havido falta de diálogo ou de apoio material.
Hoje à noite, foi afixado à entrada do quartel o nome dos 47 bombeiros que apoiam o comandante e que por isso decidiram «passar à inactividade por tempo indeterminado».
Luís Caetano, bombeiro há mais de seis anos, declarou: «Estamos solidários com o comandante e estamos dispostos a regressar caso permaneça».
Micaela Lopes, uma das bombeiras mais novas da casa, leu uma carta de apoio a Eduardo Rolo em que se realçam as suas qualidades enquanto comandante e pessoa.
«Sinto-me revoltada com a forma como temos de sair, mas só podemos estar ao lado do nosso comandante», alegou.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Tondela mostrou-se comovido com a atitude de 47 dos seus bombeiros e garantiu que sai «de cabeça erguida».
«Tenho aqui um punhado de homens que não me viraram as costas», acrescentou, indicando que irá avançar com uma batalha jurídica contra a direcção.
«Não vou recuar, gaste o que gastar, exijo, em nome dos 14 anos que aqui estive, que seja reposta a verdade», referiu.
Segundo o comandante, foram reunidas as assinaturas de 159 sócios a convocar uma Assembleia-Geral, que pediram por duas vezes, mas a reunião nunca foi marcada.
«O presidente da Assembleia será julgado quanto mais breve possível e o presidente da Câmara Municipal de Tondela, enquanto primeiro responsável pela Protecção Civil, tem de justificar a população e sócios porque nunca interveio», disse ainda.
Também o adjunto dos Bombeiros de Tondela, Amadeu Jesus, contou que a saída de quase meia centena de bombeiros fica a dever-se à ausência de diálogo.
«Não nos resta outra solução a não ser ir embora», lamentou.
Jorge Manuel, 39 anos e sócio dos Bombeiros Voluntários de Tondela desde que nasceu, mostrou-se descontente com a não realização da Assembleia-Geral.
«Fui um dos sócios a pedir a sua convocação. Não era o comandante nem o corpo activo a pedir, a vontade dos 159 sócios devia ter sido ouvida», concluiu.