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"A esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem. A indignação ensina-nos a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las."


Um estudo sobre riscos e condições de segurança dos bombeiros voluntários portugueses apresentado hoje na Lousã (Coimbra) aponta falhas na aplicação de regras básicas de segurança nalgumas corporações.
«A situação actual ao nível dos procedimentos de segurança, higiene e saúde ocupacional nas corporações de bombeiros voluntários é do tipo casuístico, voluntarista e amadorística», refere o estudo.
Intitulado «Análise e controlo de riscos profissionais nos bombeiros voluntários portugueses», o estudo foi desenvolvido por Pedro Caldeira e Brigite Vicente, docentes da Universidade Lusíada, editado em livro pelo Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (ISHST) e apresentado no Centro de Operações e Técnicas Florestais (COTF) da Lousã.
«Se efectivamente se quiser alterar o cenário que foi encontrado nesta investigação, então a protecção da saúde e da vida dos homens e mulheres que intervêm em cenários de crise e de emergência tem que ser totalmente profissional», lê-se nas conclusões.
Esta profissionalização permitirá, segundo os autores, «que as operações de socorro e salvamento se tornem mais eficazes e mais eficientes, sem colocar em risco desnecessariamente a saúde e a vida dos interventores».
«A preparação do bombeiro para todas as eventualidades exige um nível a crescido de sofisticação na sua formação, especialmente naquilo que diz respeito à formação em segurança», sublinham.
Nas corporações de bombeiros voluntários, defende o estudo, a formação em segurança «deve ser alargada a todos os quadros de pessoal que intervenham, a qualquer nível, em acções de socorro e salvamento».
A investigação de Pedro Caldeira e Brigite Vicente abrangeu 20 corporações portuguesas, tendo em vista fazer um levantamento das suas políticas e das s uas práticas em segurança, higienee saúde no trabalho.
À hora em que a publicação do ISHST era apresentada, no âmbito de um seminário sobre «A segurança na floresta», promovido pela Federação dos Produtores Florestais de Portugal, decorria uma visita do ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, ao pólo local da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), que dista escassas centenas de metros do COTF.
«É fundamental investir na formação dos bombeiros», disse António Costa , que estava acompanhado do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses e director da ENB, Duarte Caldeira.
Ao enaltecer o papel da ENB na formação de um número crescente de bombeiros, o ministro frisou que os voluntários «são voluntários por opção, mas devem ser profissionais na acção».
Nota: Portugal Diário
(Nada de novo, mas pode ser que abra os olhos a muita gente!)
A LBP disponibiliza-se desde já para proceder à identificação de todos os bombeiros, a quem esta vacina deverá ser distribuída gratuitamente, junto dos diferentes serviços, administrações regionais de saúde e centros de saúde. Em 1993/94, o então Serviço Nacional de Bombeiros decidiu proceder à vacinação de todos os bombeiros portugueses contra a Hepatite B. Nessa data foram vacinados mais de trinta mil elementos dos corpos de bombeiros.
Mas, até à presente data esta iniciativa não teve qualquer sequência, apesar dos sucessivos alertas lançados pela LBP, reforçados em 2001 quando o Ministério da Saúde decidiu excluir os bombeiros do denominado “grupo de risco” a quem a vacina deveria ser distribuída gratuitamente.
Lisboa, 30 de Maio de 2006
Liga dos Bombeiros Portugueses