quarta-feira, maio 10, 2006

Um centena de bombeiros permanece no local

Incêndio em São Pedro do Sul em fase de rescaldo
10.05.2006 - 22h49 Lusa

O incêndio que deflagrou ao início da tarde de hoje em São Pedro do Sul já entrou em fase de rescaldo, permanecendo no local uma centena de bombeiros.

Segundo uma Comando Distrital de Operações de Socorro, o incêndio foi circunscrito às 20h30 e às 21h38 entrou em fase de rescaldo.

O fogo teve início perto das 15h15, numa zona de mato e floresta e cerca de duas horas a situação era dada como controlada, mas perto das 19h30 mantinha ainda quatro frentes activas.

Segundo o CDOS, permanecem no local 101 bombeiros e 24 viaturas, não havendo, para já, previsões quanto ao tempo que possa demorar a fase de rescaldo até total à extinção das chamas.

Mulher morre esmagada por árvore

Uma mulher com cerca de 40 anos morreu esta quarta-feira esmagada pela queda de uma árvore que acabara de abater, na localidade de S. Miguel, freguesia de Vila Boa, no Sátão, disse à Agência Lusa fonte dos bombeiros locais.

Segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu quando a mulher estava a cortar a árvore juntamente com o marido, acabando por ser atingida pela queda.

Os Bombeiros Voluntários do Sátão deslocaram-se ao local cerca das 10:15, mas quando chegaram a mulher já estava morta.

Agência Lusa

terça-feira, maio 09, 2006

Opinião!

no bombeirosdeportugal.com

Ilusão melancólica PDF Imprimir E-mail
Por Sandro Magalhães
08 de May de 2006


Numa altura em que o INEM tenta esganar qualquer Associação de Bombeiros, tanto economicamente como manipulando questões de marketing, fico triste e desiludido quando vejo cada vez mais camaradas a usar calças do INEM ou até mesmo os pólos brancos.

Admira-me que não sejam estes advertidos por parte do Comandante do CB, no entanto, tomei conhecimento de um CB onde a direcção comprou fardamento completo a um assalariado simplesmente por este ser TAS do INEM, talvez tenha sido este o facto que me estimulou a denunciar esta situação irregular.

Uma vez que os Bombeiros possuem um regulamento de uniformes onde se encontram discriminadas as condições de utilização bem como as normas referentes à confecção em qualidade, dimensões, cores e feitios, não percebo o porquê de tal contorno…

O nosso fardamento possui uma qualidade proporcional ao serviço mais abrangente que estamos encarregues de prestar, devemos por isso utilizá-lo de forma correcta, bem como escolher o apropriado para as diversas situações, não nos expondo a riscos desnecessários.

É necessário que se tomem medidas ao nível dos Corpos de Bombeiros para que estas situações irregulares não possam acontecer.

Qualquer elemento de um qualquer Corpo de Bombeiros deve, tem obrigação, de respeitar a farda bem como defender o seu prestígio, mas lembrem-se que para isto temos que andar devidamente uniformizados!

Quando referi atrás que era necessário tomar medidas ao nível dos Corpos de Bombeiros, não pretendi gerar polémica, tento apenas que esta infracção seja corrigida uma vez que cabe aos comandantes de CB velar continuamente pelo cumprimento do Regulamento de Uniformes dos Bombeiros.

Quando alguém toma conhecimento de uma situação como esta e não toma medidas torna-se solidariamente responsável com os infractores.

Espero que tenham compreendido da melhor forma o meu descontentamento. Termino com um cumprimento de amizade e desejo a todos os camaradas um bom trabalho em prol da nossa população, defendendo de forma digna e sempre com maior qualidade os Bombeiros de Portugal bem como a sua célebre origem…

J.Rodrigues

domingo, maio 07, 2006

Mais homens e meios para combater os fogos

O dispositivo de combate aos fogos florestais deste ano, no distrito de Viseu, será reforçado em número de homens e material.

O mapa e o esquema de intervenção foram apresentados, ontem, pelo coordenador distrital de operações e socorro (CDOS), César Fonseca, numa cerimónia presidida pelo ministro da Administração Interna, António Costa.

No terreno, entre 15 de Maio a 30 de Junho (fase Bravo), actuarão 258 elementos, entre bombeiros, pessoal da GNR e membros das equipas de vigilância, e 32 viaturas, um aumento global de 70 por cento. Entre Julho e Setembro (fase Charlie) o número aumenta para 666 homens e 128 viaturas, um aumento de 10 por cento.

O dispositivo conta ainda com as três brigadas helitransportadas fixadas em Armamar, Viseu e Santa Comba Dão.

Limpeza das florestas

Mas mesmo com o reforço de meios e material, e um aumento de 43 por cento da capacidade de transporte e descarga de água, a nível nacional, o dispositivo pode falhar "se as populações não se mobilizarem para a limpeza das florestas", alertou o ministro da Administração Interna.

António Costa lembrou que "este ano choveu bastante, o que foi bom, porque nos libertou da seca. Em contrapartida, fez florescer o mato, que hoje está bonito e verde, mas muito brevemente estará seco. Esse mato seco é um combustível perigosíssimo. É, por isso, que a limpeza das florestas este ano é mais importante do que nunca".

No seu discurso, o governante retomou grande parte das ideias que foi deixando durante a mega-operação de apresentação do dispositivo nacional, que termina, hoje, em Lisboa.

Verbas dos governos civis

O Governo vai investir sete milhões de euros na compra de equipamentos de protecção individual para os bombeiros, revelou o ministro da Administração Interna, António Costa, ontem, na Figueira da Foz, durante a apresentação do Plano Operacional Distrital de Coimbra. "São verbas dos orçamentos dos governos civis, que seriam para subsídios diversos, e os próprios resolveram canalizar para a aquisição de equipamentos completos, e individuais, para todos os bombeiros", afirmou, aos jornalistas, António Costa, enaltecendo o gesto iniciado pelo Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra, que, no ano passado, foi o distrito que "mais baixas" registou entre bombeiros. Para combater os fogos entre Julho e Setembro, o Distrito de Coimbra contará com 320 bombeiros.

Jornal de Notícias

terça-feira, maio 02, 2006

Corporação recusa abastecer viaturas por achar que há desconfiança

A maioria dos bombeiros de Tondela recusa-se a abastecer com combustível qualquer viatura da corporação, num protesto contra a direcção, que acusa de lançar suspeitas infundadas sobre os voluntários, foi hoje anunciado.

Num comunicado hoje emitido, os bombeiros dizem ter-se reunido na passada sexta-feira para analisar atitudes da direcção que «estão a criar um clima de desconfiança e revolta geral com acusações de pseudo-irregularidades não comprovadas».

Os bombeiros referem-se, nomeadamente, à «recente ida do presidente da direcção (Graciano Simões) ao habitual fornecedor de combustíveis» dos Voluntários de Tondela para questionar se algum bombeiro se servia dos cartões das viaturas da corporação para abastecimento próprio.

«Tais suspeições, por infundadas e caluniosas, motivaram, pela sua gravidade, uma revolta generalizada por parte do corpo activo», que, por «esmagadora maioria», decidiu tomar algumas decisões, refere o comunicado.

O comandante dos bombeiros, Eduardo Jorge Rolo, disse à agência Lusa que 65 dos 72 elementos do corpo activo decidiram recusar abastecer qualquer viatura e entregar os seus cartões de abastecimento à direcção.

No comunicado, os bombeiros acusam a direcção de «falta de diálogo, transparência, empenho e lealdade» e afirmam existir um «agudizar de incompatibilidades que, a curto prazo, poderão vir a pôr em causa o normal funcionamento dos serviços prestados».

«Este episódio do abastecimento de combustíveis soube-se e caiu muito mal no corpo de bombeiros. Mas o mau ambiente já vem desde que esta direcção tomou posse, a 07 de Janeiro deste ano», referiu Eduardo Rolo, acusando o actual presidente de tentar afastá-lo.

Graciano Simões admitiu à Lusa ter-se deslocado às bombas de combustível, mas «apenas para saber como era o funcionamento do abastecimento das viaturas e não por desconfiar dos bombeiros, como eles insinuam no comunicado».


nota: Portugal Diário

sábado, abril 29, 2006

Bombeiros vivem “clima pacífico”

Depois da polémica da nomeação do comandante distrital de Operações de Socorro de Viseu, o próprio garantiu ontem que se vive “um clima pacífico” entre os bombeiros do distrito.

César Fonseca diz não ter receio quanto à época de incêndios, anteriormente ameaçada de boicote pelos comandantes das corporações. O comandante distrital de Operações de Socorro de Viseu, César Fonseca, garantiu ontem que se vive um “clima pacífico” nos bombeiros do distrito, apesar de a sua nomeação ter estado envolvida em polémica. Quando o nome de César Fonseca começou a ser falado para o cargo, 28 dos 33 comandantes de corporações de bombeiros do distrito promoveram dois abaixo-assinados pela manutenção de João Marques.

Numa reunião realizada a 2 de Março, ameaçaram mesmo mostrar “total indisponibilidade” para integrar qualquer escala de comandante de serviço durante a época de fogos florestais caso João Marques não fosse reconduzido. Em declarações ontem aos jornalistas, o novo comandante distrital, César Fonseca (antigo comandante dos Voluntários de Vila Nova de Paiva), disse não ter qualquer receio em relação à época de fogos florestais que se aproxima, porque “o clima está pacífico”. “Cada comandante terá de ser responsável pela actuação do seu corpo de bombeiros. Está definido em lei qual é o trabalho de cada corpo de bombeiros. Da minha parte não há qualquer tipo de receio, conto com todos”, afirmou.

Comandantes pretendem cumprir ameaça

Os comandantes das corporações de Penedono e de Salvação Pública de S. Pedro do Sul, António Nogueira e António Almeida, respectivamente, disseram à Agência Lusa que pretendem cumprir a ameaça de não integrar as escalas de comandante de serviço, mas admitem que alguns dos seus colegas venham a desistir.

“Eu continuo indisponível, mas certamente que alguns vão retroceder”, referiu António Nogueira, esclarecendo que a tomada de posição nunca foi contra a pessoa de César Fonseca, mas sim a favor da manutenção de João Marques. Ainda que admita que “o clima entre bombeiros e comandante distrital esteja pacífico”, António Nogueira argumentou que “quando se faz uma ameaça deve-se cumpri-la, para não cair no descrédito”.

“Se alguma vez me solicitarem ajuda voluntariamente não direi que não, porque em primeiro lugar estão as pessoas e os seus bens, mas enquanto comandante de serviço remunerado estou indisponível”, frisou. O mesmo garante o comandante António Almeida, que pretende manter a sua decisão. “Sou uma pessoa de palavra e por isso vou manter o que disse. E tenho falado com alguns colegas que também continuam com essa intenção. Não podemos andar a brincar e trocar a nossa palavra por uns míseros euros, porque se já temos pouca credibilidade, então ficamos sem nenhuma”, justificou.

No entanto, segundo António Almeida, só no dia 6 de Maio, quando for apresentado o dispositivo distrital para a próxima época de fogos florestais, “é que se verá quem integra ou não as escalas de serviço”.
Essa escala é feita na época de fogos florestais para garantir que, diariamente, existe um elemento do comando de serviço adstrito a cada uma das quatro zonas operacionais do distrito de Viseu. Os comandantes são remunerados para a integrar.

O Primeiro de Janeiro

quinta-feira, abril 27, 2006

Apresentação do dispositivo distrital de combate aos incêndios florestai.

No dia 6 de Maio, pelas 15 horas, António Costa vem a Viseu (Cava de Viriato- Recinto da Feira de São Mateus) para participar nas cerimónias de apresentação do dispositivo distrital.

No dia 7 de Maio, em Lisboa, António Costa vai apresentar a Directiva Operacional Nacional para o Combate aos Incêndios Florestais 2006, definindo o número de bombeiros, viaturas e meios aéreos disponíveis.

quarta-feira, abril 26, 2006

Protecção Civil sofre revolução antes do período de incêndios

O sector da Protecção Civil vai sofrer uma verdadeira revolução até ao Verão. Vários diplomas estão a um passo da aprovação, mas há mudanças de fundo que ficam reservadas para a nova lei orgânica do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, em preparação.

Este documento irá propor uma nova estrutura, respondendo às críticas dos parceiros, que consideram nunca ter havido efectiva fusão dos antigos serviços de Bombeiros e de Protecção Civil, mas uma mera "soma administrativa".

O projecto em preparação prevê um órgão uninominal, apoiado por três unidades orgânicas - operacional (correspondente ao actual Centro Nacional de Operações de Socorro), de bombeiros e de protecção civil. Além de ficar bem marcado o carácter específico da unidade operacional, cuja missão é dar resposta a todo o tipo de situações de emergência, são separadas as "águas" entre o sector dos bombeiros (contemplando aspectos como financiamento, protocolos, equipamento ou pareceres para a criação de corporações) e o da protecção civil (orientada estrategicamente para o planeamento e previsão).

Na estrutura, o modelo que está a ser trabalhado retoma o projecto tripartido apresentado, em 1999, pelo então secretário de Estado Armando Vara e nunca implantado. E responde às reivindicações da Liga dos Bombeiros Portugueses, que recentemente chegou a defender nova separação dos serviços de Bombeiros e Protecção Civil.

Quanto à designação, uma proposta consensual é que passe a Autoridade Nacional de Emergência (embora a resolução do Conselho de Ministros nº39/2006, publicada em "Diário da República" na sexta-feira e que traduz o Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado - PRACE, aponte a designação de Autoridade Nacional de Protecção Civil).

O alargamento de conceito traduziria a articulação que se pretende melhorar com outras áreas (como a Saúde) e vai de encontro à maior abrangência de catástrofes e acidentes tipificadas na nova Lei de Bases da Protecção Civil. O documento, já aprovado pelo Parlamento na generalidade, baixou a comissão e está pronto para aprovação.

Divergências

A Lei de Bases e o PRACE têm, contudo, alguns princípios divergentes. Enquanto a resolução nº39/2006 prevê a extinção tanto do Conselho Superior (órgão político, de nível ministerial) como da Comissão Nacional de Protecção Civil (órgão técnico), a Lei de Bases mantém a segunda, aglutinando as missões técnico-políticas.

Numa lógica de supervisão e orientação estratégica, de acordo com a Lei de Bases a Comissão manter-se-ia como órgão de topo - onde a Autoridade teria assento -, enquanto o PRACE prevê a sua extinção e a transferência das atribuições para a Autoridade.

Dúvidas levanta também o futuro do Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência (criado em 1984, na dependência do Ministério da Defesa Nacional). A resolução prevê mantê-lo, embora retirando-lhe competências em matéria de protecção civil - como na prática, aliás, já sucede.

Certa é, em contrapartida, a manutenção do Conselho Superior de Bombeiros, que foi criado por lei em 2000 mas nunca teve sequer uma reunião. Está consensualizada a sua manutenção, integrado na futura Autoridade, embora com composição alterada (circunscrito a instituições representativas dos bombeiros).

Jornal de Notícias

sábado, abril 22, 2006

Alteração nas manobras de RCP…

O Conselho de Europeu de Ressuscitação (ERC) e Elsevier Ltd publicaram em 28 Novembro, no jornal internacional "Ressuscitation", as novas normas para a ressuscitação de adultos e crianças.
As recomendações feitas pelo ERC são baseadas numa revisão abrangente, baseada na prática da ciência de ressuscitação que foi empreendida nos últimos dois anos por peritos do mundo inteiro.
Estes peritos debateram as suas experiências numa reunião de Consensos, que se realizou em Dallas em Janeiro de 2005, e as suas conclusões formaram a base para estabelecer as melhores praticas mundiais.

As últimas normas de CPR tinham sido publicadas em 2000; desde então, a ciência avançou e, no nosso entender, face à evidência, melhorou.
As novas normas do CPR incidem nos conhecimentos básicos tornando mais fácil a aprendizagem dos profissionais de saúde.
Os passos para uma ressuscitação com sucesso estão patentes nos elos da Cadeia de Sobrevivência.
A avaliação rápida duma vítima habilitará que a ajuda médica seja chamada imediatamente, dando assim oportunidade para um tratamento precoce e para a prevenção duma paragem cardíaca.
No caso de paragem cardíaca, as compressões do tórax e a ventilação forçada (insuflações) feitas atempadamente podem manter bastante sangue em circulação no coração e cérebro, permitindo ganhar tempo até o coração poder ser posto novamente a trabalhar, após submetido a uma descarga eléctrica (desfibrilhação).
Uma vez o coração a trabalhar, a aplicação de outros tratamentos permitem melhorar as possibilidades do paciente recuperar totalmente.

Em comparação com as normas de 2000, as de 2005 recomendam um maior número de compressões do tórax (30 compressões para 2 insuflações, em vez das 15 compressões tradicionais para 2 insuflações).
A relação de 30:2 aplica-se a adultos e crianças (com excepção de bebés recém-nascidos) — isto torna tudo mais fácil para todos aprenderem e se lembrarem.
As normas 2005 do ERC fornecem recomendações em todos os aspectos da ressuscitação de cárdiopulmonar.

Estas normas estão baseadas numa revisão extensa dos estudos de pesquisa sobre a matéria feita por peritos do mundo inteiro. Espera-se que adopção desta prática de "estado-de-arte" aumentará o número de sobreviventes de paragem cardíaca.

NOTA:
Para além da alteração acima referida no algoritmo do SBV, os passos B (Breathing)e C (Circulation) passam a ser feitos em simultâneo (durante 10 seg) deixando de haver a palpação do pulso carotídeo.
Caso não se constatem sinais de circulação, após fazer o 2º pedido de socorro (afastando-se da vítima se necessário), o socorrista inicia imediatamente a compressão torácica externa, deixando de se fazer as duas insuflações iniciais.

Quem quiser consultar o documento original (em inglês) poderá fazê-lo no site do ERC – European Ressuscitation Council, http://www.erc.edu/, e fazer o respectivo "down load" clicando em "the latest guidelines on Ressuscitation" e seguintes. Recomenda-se a leitura das Secções 2 e 7c cujo conteúdo faz parte do Manual alterado.