Para descontrair :P
terça-feira, maio 23, 2006
domingo, maio 21, 2006
Bombeiros contra a quarteleira
A mulher, que tinha a função de quarteleira desde 1998, tarefa que a obrigava a estar sempre disponível para atender o telefone naquela secção destacada, pediu ao Tribunal que considerasse nulo o despedimento que sofreu na sequência de um processo disciplinar, exigindo então uma indemnização de 115 mil euros por trabalho suplementar.
Na terceira sessão do julgamento, ontem realizada, os quatro antigos elementos da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, disseram que a funcionária, além de não pagar renda de casa, água, telefone e electricidade, explorava gratuitamente um bar instalado na secção de Campia.
António Fernandes, pároco, que foi presidente da Direcção entre 1992 e meados de 1998, contou que a mulher chegou aos bombeiros através do marido, que tinha sido contratado para motorista e socorrista.
"Ele disse-me que se lhe dessem uma casa, traria a mulher e que ela atenderia as chamadas 24 horas por dia, sem vencimento", contou, acrescentando que o pedido foi aceite e que o não pagamento das rendas e das contas funcionava como "uma compensação".
No entanto, o padre garantiu que a quarteleira não trabalhava 24 horas por dia, "apenas estava disponível, até porque só havia "uma ou duas chamadas".
"Eu ia lá muitas vezes. Muitas, não a encontrei e outras encontrei-a a fazer croché", lembrou ainda, à agência Lusa, o sacerdote.
Nova sessão de julgamento ficou marcada para o dia 23 de Junho. Deverá ser a última.
Nota:JN
domingo, maio 14, 2006
Formação evitaria mortes de bombeiros nos incêndios
Os desastres são, pois, evitáveis. Mas não é só o desconhecimento que os bombeiros têm das manhas do "inimigo" que estão em causa. Xavier Viegas denuncia também um factor de voluntarismo por parte dos bombeiros, "armados em 'rambos' e movidos por uma adrenalina que pode ser prejudicial". Como se não bastassem estes factores, há falhas na hora de apurar responsabilidades e tirar ilações do que aconteceu - "tenta-se varrer tudo para debaixo do tapete". "Nos acidentes que investiguei constatei que se devem ao comportamento eruptivo do fogo, situação que a maioria dos bombeiros não sabe identificar", disse ao DN o professor da Universidade de Coimbra e responsável pelo Centro de Estudos Sobre Incêndios Florestais. Ao desconhecer estes factos, os bombeiros não se previnem, colocam-se em risco na frente de fogo e ficam vulneráveis aos acidentes. Não sabem preveni-lo mas dão-lhe um nome - efeito chaminé.
Xavier Viegas diz ainda que a própria doutrina de combate aposta em "atacar a cabeça do fogo ou rodeá-lo". Abordagem que, nalgumas situações, pode, e tem, sair cara. Para evitar a repetição destes acidentes, diz ,"é preciso apostar na formação". O investigador defende ainda que seja "obrigatório fazer uma investigação sempre que há um acidente envolvendo mortos ou feridos".
O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) responde que "os acidentes com bombeiros nos incêndios florestais são objecto de relatório inicial efectuado pelos comandantes distritais". Em casos específicos, pode ser instruído um inquérito pelo Gabinete de Inspecção a despacho da presidência. Para evitar a repetição dos acidentes, dos processos de inquérito retiram-se conclusões que são transpostas em recomendações. Essas "são divulgadas pelos corpos de bombeiros", afirma.
Opinião bem diferente têm os representantes dos bombeiros. Duarte Caldeira, da Liga de Bombeiros, desconhece esses relatórios e deixa a questão: "O que foi feito para evitar que esses acidentes se repitam?"
Quando se repetem, diz Xavier Viegas, procura-se arranjar maneira de desculpabilizar: "Era o fado, estava no local errado, foi uma fatalidade." O investigador defende análises construtivas, "não para culpar mas para impedir que o erro se repita".
A forma como foi conduzida a investigação do acidente de Mortágua, onde há um ano morreram quatro bombeiros, que já vai na segunda comissão de inquérito, é a prova de que estes não são uma prática corrente. Aqui houve críticas de falta de transparência, de pressões e de muitas distorções.
Paulo Jesus, presidente da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários, refere os comportamentos de risco que devem ser evitados: bombeiros a combater de T-shirt, viaturas sem condições de segurança, homens que arriscam de mais. Lemas como "podemos não voltar, mas vamos" são o espelho da atitude que não se deve tomar. Xavier Viegas defende mesmo até a existência de um oficial de segurança, responsável por verificar as regras de protecção.
DN
sábado, maio 13, 2006
Bombeiros querem assistência médica
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quarta-feira, maio 10, 2006
Um centena de bombeiros permanece no local
O fogo teve início perto das 15h15, numa zona de mato e floresta e cerca de duas horas a situação era dada como controlada, mas perto das 19h30 mantinha ainda quatro frentes activas.
Segundo o CDOS, permanecem no local 101 bombeiros e 24 viaturas, não havendo, para já, previsões quanto ao tempo que possa demorar a fase de rescaldo até total à extinção das chamas.
Mulher morre esmagada por árvore
Uma mulher com cerca de 40 anos morreu esta quarta-feira esmagada pela queda de uma árvore que acabara de abater, na localidade de S. Miguel, freguesia de Vila Boa, no Sátão, disse à Agência Lusa fonte dos bombeiros locais.
Segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu quando a mulher estava a cortar a árvore juntamente com o marido, acabando por ser atingida pela queda.
Os Bombeiros Voluntários do Sátão deslocaram-se ao local cerca das 10:15, mas quando chegaram a mulher já estava morta.
Agência Lusa
terça-feira, maio 09, 2006
no bombeirosdeportugal.com
| Ilusão melancólica | | | |
| Por Sandro Magalhães | |
| 08 de May de 2006 | |
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Admira-me que não sejam estes advertidos por parte do Comandante do CB, no entanto, tomei conhecimento de um CB onde a direcção comprou fardamento completo a um assalariado simplesmente por este ser TAS do INEM, talvez tenha sido este o facto que me estimulou a denunciar esta situação irregular. |
domingo, maio 07, 2006
Mais homens e meios para combater os fogos
O dispositivo de combate aos fogos florestais deste ano, no distrito de Viseu, será reforçado em número de homens e material.
O mapa e o esquema de intervenção foram apresentados, ontem, pelo coordenador distrital de operações e socorro (CDOS), César Fonseca, numa cerimónia presidida pelo ministro da Administração Interna, António Costa.
No terreno, entre 15 de Maio a 30 de Junho (fase Bravo), actuarão 258 elementos, entre bombeiros, pessoal da GNR e membros das equipas de vigilância, e 32 viaturas, um aumento global de 70 por cento. Entre Julho e Setembro (fase Charlie) o número aumenta para 666 homens e 128 viaturas, um aumento de 10 por cento.
O dispositivo conta ainda com as três brigadas helitransportadas fixadas em Armamar, Viseu e Santa Comba Dão.
Limpeza das florestas
Mas mesmo com o reforço de meios e material, e um aumento de 43 por cento da capacidade de transporte e descarga de água, a nível nacional, o dispositivo pode falhar "se as populações não se mobilizarem para a limpeza das florestas", alertou o ministro da Administração Interna.
António Costa lembrou que "este ano choveu bastante, o que foi bom, porque nos libertou da seca. Em contrapartida, fez florescer o mato, que hoje está bonito e verde, mas muito brevemente estará seco. Esse mato seco é um combustível perigosíssimo. É, por isso, que a limpeza das florestas este ano é mais importante do que nunca".
No seu discurso, o governante retomou grande parte das ideias que foi deixando durante a mega-operação de apresentação do dispositivo nacional, que termina, hoje, em Lisboa.
Verbas dos governos civis
O Governo vai investir sete milhões de euros na compra de equipamentos de protecção individual para os bombeiros, revelou o ministro da Administração Interna, António Costa, ontem, na Figueira da Foz, durante a apresentação do Plano Operacional Distrital de Coimbra. "São verbas dos orçamentos dos governos civis, que seriam para subsídios diversos, e os próprios resolveram canalizar para a aquisição de equipamentos completos, e individuais, para todos os bombeiros", afirmou, aos jornalistas, António Costa, enaltecendo o gesto iniciado pelo Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra, que, no ano passado, foi o distrito que "mais baixas" registou entre bombeiros. Para combater os fogos entre Julho e Setembro, o Distrito de Coimbra contará com 320 bombeiros.
Jornal de Notícias
terça-feira, maio 02, 2006
Corporação recusa abastecer viaturas por achar que há desconfiança
A maioria dos bombeiros de Tondela recusa-se a abastecer com combustível qualquer viatura da corporação, num protesto contra a direcção, que acusa de lançar suspeitas infundadas sobre os voluntários, foi hoje anunciado.
Num comunicado hoje emitido, os bombeiros dizem ter-se reunido na passada sexta-feira para analisar atitudes da direcção que «estão a criar um clima de desconfiança e revolta geral com acusações de pseudo-irregularidades não comprovadas».
Os bombeiros referem-se, nomeadamente, à «recente ida do presidente da direcção (Graciano Simões) ao habitual fornecedor de combustíveis» dos Voluntários de Tondela para questionar se algum bombeiro se servia dos cartões das viaturas da corporação para abastecimento próprio.
«Tais suspeições, por infundadas e caluniosas, motivaram, pela sua gravidade, uma revolta generalizada por parte do corpo activo», que, por «esmagadora maioria», decidiu tomar algumas decisões, refere o comunicado.
O comandante dos bombeiros, Eduardo Jorge Rolo, disse à agência Lusa que 65 dos 72 elementos do corpo activo decidiram recusar abastecer qualquer viatura e entregar os seus cartões de abastecimento à direcção.
No comunicado, os bombeiros acusam a direcção de «falta de diálogo, transparência, empenho e lealdade» e afirmam existir um «agudizar de incompatibilidades que, a curto prazo, poderão vir a pôr em causa o normal funcionamento dos serviços prestados».
«Este episódio do abastecimento de combustíveis soube-se e caiu muito mal no corpo de bombeiros. Mas o mau ambiente já vem desde que esta direcção tomou posse, a 07 de Janeiro deste ano», referiu Eduardo Rolo, acusando o actual presidente de tentar afastá-lo.
Graciano Simões admitiu à Lusa ter-se deslocado às bombas de combustível, mas «apenas para saber como era o funcionamento do abastecimento das viaturas e não por desconfiar dos bombeiros, como eles insinuam no comunicado».
nota: Portugal Diário
